O agradecimento como estilo de vida

Quem quer viver melhor, precisa ter um coração agradecido. As pessoas pedem, cobram, exigem, mas nem sempre voltam para agradecer. Principalmente, quando o pedido não foi atendido, ainda que a outra pessoa tenha se desdobrado para ajudar. No fundo, querem sempre mais e nada do que seja feito será suficiente. Jesus mesmo já relatou este comportamento quando curou os dez leprosos e somente um voltou para agradecer. Se isso foi identificado a mais de dois mil anos atrás, em que pé que as coisas não estão hoje?


Esse tipo de atitude demonstra um comportamento egoísta e mesquinho, de uma pessoa voltada para si própria e para os seus próprios interesses. Ela não se preocupa com o bem estar dos outros. O que não contribuirá com nada, a não ser para desvalorizar e afastar as pessoas que estão por perto. Pessoas assim, podem até ser ajudadas. Não porque foram dignas, mas porque o outro não ousa trair a sua própria consciência e estender a mão, certo de que aquele necessita muito mais da sua demonstração de afeto e compreensão.

O agradecimento precisa ser uma expressão sincera, verdadeiramente de gratidão. Afinal, notamos quando o outro agradece muito mais por obrigação do que, realmente, por agradecimento. Enfim, sabemos quando nós mesmos também agimos assim.

Sei que, muitas vezes, não temos a intenção de agradecer às pessoas que para cada 10 coisas que fazem a nosso respeito, uma é para o nosso bem e nove são para o nosso mal. Mas a prova de que somos diferentes e de que a atitude do outro não influencia negativamente em nosso caráter, está em termos uma posição diferente da adota por essa pessoa, sabendo retribuir o mal com o bem, estendendo a mão quando o ímpeto seria de recolher.

Lembre-se daqueles que já lhe ajudaram na sua trajetória. Tenho certeza que grande parte delas não apenas contribuiu para o seu crescimento, como torceu por você. Às vezes, o simples fato de você dar um telefonema compartilhando de uma conquista com alguém que te ajudou em outra oportunidade, será uma demonstração de agradecimento por tudo o que fizeram.

Quando me formei no meu primeiro curso, Teologia, revelei uma foto da formatura e encaminhei para cada um de meus familiares: pais, avós e tios. No verso, fiz uma dedicatória agradecendo por todo o cuidado que tiveram comigo ao longo da minha vida e que aquela conquista, era o resultado do apoio que me deram, ainda que por parte de alguns tenha sido pequeno, mas que foi muito importante para que eu chegasse onde estava chegando.

Não deixe de dizer obrigado. Reconheça o empenho dos que fielmente estão ao seu lado ajudando e não desperdice a oportunidade de ser grato e de retribuir. Se você estende a mão para aquele que é mal, porque não fazer para aquele que é bom com você e vice-versa? Agindo assim, certamente, você será mais feliz e contribuirá para uma sensação de bem estar ao próximo. É assim que se conquista amigos!!!

Para não perder a oportunidade: Obrigada a todos os que me ajudaram na minha caminha, indistintamente. Espero que eu possa retribuir a todo o bem que me foi feito. 

"Vivam pois com Justiça no coração e façam aos outros aquilo que gostariam que fizessem a vós, porque assim recomeda a lei e os profetas (Mt 7:1-6)"
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Transtorno do pânico - quando o medo paralisa

Transtorno ou Síndrome do Pânico, se caracteriza por ataques de ansiedade ou medo intensos e, geralmente, sem um fator desencadeante. Esses ataques fazem com que a pessoa acometida passe a sentir-se insegura e com receio de novas crises, levando-a a um isolamento social importante.

Muitos adotam um comportamento evitativo, passando a esquivarem-se das situações e dos locais onde já apresentaram uma crise.


Sinais e sintomas:

1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
5- Sensação de desmaio iminente.
6- Dor ou desconforto no peito (muitas pessoas acham que estão tendo um ataque cardíaco)
7- Náusea ou desconforto abdominal
8- Tontura, instabilidade, sensação de estar com a cabeça leve ou vazia.
9- Despersonalização* ou desrezalização**.
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
11- Medo de morrer.
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.

*despersonalização a pessoa tem a sensação de não ser ela mesma.
**desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes.
Durante as crises, existe um sofrimento intenso, tanto físico quanto emocional. Muitos correm aos pronto-socorros, pois têm o que chamamos de sensação de morte iminente – acreditam mesmo que irão morrer.
 

A causa do transtorno é desconhecida e o tratamento é feito à base de medicamentos (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. 

Este tem sido um dos diagnósticos mais frequentes ultimamente e tem levado muitos pacientes ao afastamento de suas atividades ocupacionais. 

Apesar de muito sofrido, o Transtorno do Pânico responde muito bem ao tratamento e, na maioria dos casos, em menos de 1 mês o paciente já está livre dos sintomas, devendo manter o uso do medicamento por um período de 6 meses a 1 ano ou a critério médico.
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A falta de acessibilidade em um país para todos

Há muito tempo o Brasil vêm usando o slogan "Brasil um país de todos". Mas será que na realidade é assim que as coisas funcionam? Recentemente, estive observando como o nosso país, quer dizer, pessoas, lugares e empresas, se comporta diante da necessidade especial de uma pessoa, mais especificamente quanto à locomoção. E o que vi é um verdadeiro despreparo, primeiramente de humanidade, em seguida, de ação efetiva por parte da grande maioria. Afinal, essas pessoas também precisam viver e sair de suas casas.



Quando se pensa em vagas para deficientes, pensa-se que ela disponibilizará um certo conforto para aquele que está privado de toda a sua capacidade corporal. Então imaginamos um espaço maior para facilitar a saída do carro ou a locomoção com cadeiras de rodas e muletas. Uma vaga mais próxima da entrada do estabelecimento, que poderia contar com portas mais largas e sem degraus. Mas não é isto o que vemos. Em nome da decoração e da otimização de espaço, são raros os lugares que realmente têm condições de receber essas pessoas e dar a elas um conforto maior, o que não seria um privilégio, mas uma equiparação de condições.

Quem diria que para tirar um raio-x fosse tão custoso. Em um dos hospitais, a área de radiologia fica ao final do corredor esquerdo na área externa do prédio, um local de difícil acesso para chegar de carro e, ainda mais para sair, já que não há saída à frente e o motorista precisa manobrar de ré por mais de 50 metros. E quando chove? Como é que faz pra ir até lá tendo que se mover sobre o piso molhado. Sem contar a falta de paciência de quem quer sair quando um carro fica atrás do outro, obrigando quem está chegando a usufruir de menos acessibilidade ainda ou, então, voltar outra hora.

Contudo, nem mesmo nossos lares foram construídos pensando em uma acessibilidade maior. O que dizer de casas que, para aproveitar melhor os espaços, têm como única entrada um escada ingrime e desprovida da cobertura necessária a fim de evitar os riscos causados pelo piso e corrimão molhados depois de uma chuva. Além de corredores que não permitem a passagem de uma cadeira de rodas para adultos. Na verdade, só descobrimos que tudo é necessário quando precisamos de uma segurança maior para evitar um outro acidente doméstico.


Além disso, uma simples ida ao supermercado torna-se um verdadeiro desafio. As pessoas não olham para os lados, não respeitam nem quem está andando, quanto mais quem está sentado numa cadeira de rodas com a perna machucada esticada. Infelizmente, se o cadeirante não se preocupar com sua própria situação, ninguém se preocupa, são raras as pessoas que cedem o lugar ou auxiliam em alguma tarefa. Afinal, é muito mais cômodo fazer de conta que não estamos vendo.

Mas algo me pareceu interessante no meio de tudo isso. Alguns lugares, como supermercados, shoppings e faculdades, disponibilizam cadeiras de rodas para pessoas que acessam suas dependências. Em alguns shoppings, o cliente pode usufruir até de um carrinho motorizado, o que deixa o passeio muito mais confortável. Assim, nesses casos, ao chegar no estabelecimento pergunte. Em regra, carregar uma cadeira de rodas no carro é bastante dispendioso e, com isso, em algumas situações pode ser remediado dessa maneira, desde que esteja acompanhado de mais alguém é claro.

Como disse Georgette Vidor: "Quanto maior o limite, maior o desafio". Assim, procuremos avaliar como estamos vendo o mundo e o quanto estamos contribuindo para tornar a vida de outras pessoas mais agradável. A limitação, a dor e a necessidade serão mais fáceis de serem superadas quando um braço amigo de dispõe a ajudar. Sejamos mais humanos, certamente o nosso próprio mundo será melhor. Pois, se cada um fizer a sua parte, assim como empresas e organizações públicas, seremos movidos a fazer com que os meios de acessibilidade façam parte da nossa vida de forma natural e não imposta como uma lei. Enquanto isso, cabe a nós fiscalizar e cooperar para um país melhor e, assim, um país de todos.

Sem se esquecer das outras necessidades de acessibilidade que, em razão da minha falta de conhecimento, não fui capaz de descrever e observar, mas espero realmente, que depois dessa experiência eu possa enxergar de forma mais humana as pessoas à minha volta.
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Quando a sua condição muda, os seus sonhos não precisam mudar.

Essa foi a frase que chamou a minha atenção ao final de um comercial de TV nesta semana: "Quando a sua condição muda, os seus sonhos não precisam mudar." O curioso é que a mensagem me impactou tanto que nem sei qual era o comercial e nem sobre o que era, muito menos o canal que estava assistindo. Mas a mensagem cravou firme e me fez refletir nesses dias.

A nossa trajetória na vida é recheada de mudanças. Estamos em constante mudança. Nosso corpo muda. Nossos relacionamento mudam. Nosso trabalho muda. Nossa vida muda. Mas nossos sonhos realmente não precisam mudar porque nossa condição mudou. É necessário seguir em frente. Continuar. Há muito o que ser feito e conquistado ainda em nossa vida.

Nesse contexto, eu me lembro de José do Egito. Um jovem sonhador que se tornou escravo de um povo estranho. Aparentemente, não havia mais nenhuma perspectiva de vida para ele. Mas este jovem tornou-se governador do Egito. Por algumas vezes a condição de José mudou, mas os seus sonhos continuarão os mesmos. Os propósitos de Deus para a vida dele ainda eram os mesmos. E podemos ver na trajetória da vida de José que as circunstâncias contribuiram para o resultado final ser plenamente alcançado.

Você pode estar passando por algumas mudanças na sua vida. Talvez tenha mudado de cidade, de escola, de emprego ou de função. Ou ainda não conseguiu algo que tanto sonha. Pode estar triste, aflito e até mesmo pensando que não será mais possível, pois o tempo está passando e nada está acontecendo. Acredite, siga em frente e continue. Se preciso, comece outra vez. Mas não pare, não desista.

Gosto da música que diz: "Quando tudo diz que não, sua voz me encoraja a prosseguir" e ainda da música "Se disseres a mim: lança a rede no mar. Sobre tua palavra lançarei minha fé". Essa é a mensagem que deixo pra você hoje. Creia, continue, não pare. Pois quando a sua condição muda, os seus sonhos não precisam mudar. Deus é contigo, confie e siga em frente.

Priscila Fago

(Você pode conferir a história de José a partir do capítulo 37 de Gênesis. Vale a pena!)
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Depressão, o mal do século?

Hoje vou falar de um assunto sério e muito comum atualmente. Considerada pela Organização Mundial de Saúde como a 4 ª principal doença incapacitante em todo o mundo (com previsão de passar para o 2º lugar em 2020), a Depressão acomete indivíduos de ambos os sexos e de qualquer faixa etária. Estima-se que 121 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam, neste momento, deprimidas.


A insônia e a ansiedade, assim como a Depressão, são causadas, muitas vezes, pelo estresse dos dias atuais e necessitam de acompanhamento médico. Pacientes com esses transtornos têm grande perda da qualidade de vida, com redução do sono, esgotamento físico e prejuízos nas atividades cotidianas. Muitos não conseguem nem trabalhar.

Sintomas de depressão

  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso
  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à toa
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas frequentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
Para podermos afirmar que um paciente está deprimido – e não apenas triste – é necessário que 5 ou mais desses sintomas estejam presentes por, pelo menos, duas semanas. Estar triste nem sempre é sinal de depressão.

O tratamento da Depressão deve ser feito por um médico - de preferência psiquiatra - e poderá ser complementado com psicoterapia. Os medicamentos utilizados são chamados de antidepressivos e não causam dependência.

Pela minha experiência clínica, a grande maioria dos depressivos apresentam melhora dos sintomas já nas primeiras semanas de tratamento medicamentoso e este, quando associado à psicoterapia, tende a ser mais eficaz.

Se você se identificou com esses sintomas ou conhece alguém que apresente sinais de Depressão, procure ajuda especializada.

**Juliana Sardinha é médica psiquiatra, com 20 anos de atuação na área.
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